O governo de São Paulo prorrogou a fase de testes das novas câmeras corporais utilizadas pelos policiais militares do estado. A operação assistida, que está sendo realizada em São José dos Campos, seguirá até o dia 21 de abril, conforme determinação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP).
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Os testes, que começaram em 29 de janeiro, envolvem 120 câmeras das cerca de 12 mil adquiridas pela administração estadual por meio de licitação vencida pela Motorola. A prorrogação foi informada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha o desenvolvimento da nova tecnologia e estabeleceu diretrizes para o uso desses dispositivos pela Polícia Militar de São Paulo.
Novas funcionalidades e diferenciais
Diferente do modelo atual, que grava continuamente sem possibilidade de interrupção pelos policiais, os novos dispositivos precisam ser acionados manualmente para iniciar a gravação. No entanto, o sistema permite que o Centro de Operações Policiais Militares (Copom) ative as câmeras remotamente caso necessário.
Além disso, foi desenvolvida uma ferramenta de reativação automática, que reinicia a gravação em até um minuto caso o policial interrompa a captação durante uma ocorrência. Essa funcionalidade está integrada ao sistema de pré-buffer, garantindo a recuperação de até 90 segundos anteriores ao desligamento, evitando perda de informações cruciais.
Outro ajuste técnico realizado foi a redução da distância de ativação automática via bluetooth, passando de 50 para 10 metros. Esse mecanismo permite que a câmera de um policial seja acionada ao se aproximar de outro agente já em gravação, tornando a operação mais dinâmica.
Desafios no acionamento por disparo de arma de fogo
Apesar dos avanços, um dos desafios apontados no relatório enviado ao STF é a implementação da funcionalidade que ativaria as câmeras automaticamente ao detectar o som de tiros. O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, reconheceu as dificuldades técnicas envolvidas e afirmou que a Motorola está conduzindo uma análise detalhada para avaliar a viabilidade dessa funcionalidade.
Os testes estão sendo conduzidos no 1º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), em São José dos Campos, justamente por essa unidade não utilizar nenhuma das 10.125 câmeras do contrato atual, que continuam em operação.
Com a conclusão da fase de testes, um novo relatório será enviado ao STF, detalhando os avanços e desafios da nova tecnologia, que promete modernizar o monitoramento das operações policiais em São Paulo.
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