O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (26) a aplicação de uma tarifa de 25% sobre todos os carros importados para o país, dando continuidade à sua estratégia protecionista na guerra comercial. "Vamos aumentar as tarifas de 2,5% para 25% sobre os veículos importados", declarou Trump durante um evento na Casa Branca. Além disso, ele incentivou as montadoras a transferir suas produções para os EUA, garantindo que não haveria tarifas para veículos fabricados no território americano.
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A decisão preocupa especialistas, que afirmam que a medida pode provocar um aumento substancial nos preços dos carros e prejudicar ainda mais a indústria automotiva, que já enfrenta dificuldades com custos elevados e cadeia de produção global interrompida.
Em sua fala, Trump mencionou que, apesar das tarifas, empresas como a Tesla poderiam não ser tão afetadas, argumentando que as taxas poderiam ser "neutras" ou até benéficas para a fabricante de carros elétricos de Elon Musk, que já tem uma grande produção nos Estados Unidos. "Ele nunca me pediu um favor sobre isso", disse Trump, referindo-se ao CEO da Tesla.
O anúncio acontece pouco após Trump ter feito comentários sobre a possibilidade de tarifas de até 25% sobre veículos, uma medida que ele havia antecipado em fevereiro. Embora a data exata para a implementação da tarifa ainda não tenha sido definida, a ação é um passo importante dentro da política comercial agressiva do presidente, que visa reduzir os déficits comerciais e incentivar a produção interna.
O impacto das novas tarifas se soma a outras medidas que já afetam o comércio internacional, como as tarifas de 25% impostas a metais como aço e alumínio, que já estão em vigor desde março. Além de afetar diretamente os principais parceiros comerciais dos EUA, como México, Canadá e Brasil, essas taxas têm gerado uma série de consequências, desde o aumento de preços até desajustes nas cadeias de fornecimento globais.
Trump também anunciou que pretende aplicar tarifas semelhantes à União Europeia, embora sem especificar o cronograma. A implementação dessas medidas tem gerado temores sobre o impacto econômico a nível global. Analistas alertam que tais políticas podem intensificar a inflação nos EUA, tornando mais difícil para o Federal Reserve controlar a economia. O aumento nas tarifas e os cortes de impostos para empresas americanas colocam pressão sobre as finanças públicas, aumentando o risco de um crescimento econômico mais lento.
Além disso, a estratégia de aumento de tarifas pode prejudicar a competitividade de outras economias, como a do Brasil, que já enfrenta uma valorização do dólar e pressões sobre a taxa de juros, com o Banco Central brasileiro sendo forçado a aumentar a Selic para conter a inflação. No cenário global, a política de Trump pode afetar a balança comercial de várias nações e levar a uma desaceleração no comércio internacional.
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Com o impacto das tarifas e as mudanças nas cadeias produtivas, o Brasil também poderá ser afetado pela maior oferta de produtos de baixo custo da China, uma consequência indireta da redução das importações norte-americanas. Isso pode resultar em mais competição para as empresas brasileiras, que enfrentam um mercado já desafiador, e aumentar a pressão sobre os preços internos.
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