Na terça-feira (1º/4), uma mulher vítima de violência doméstica foi sequestrada pelo ex-companheiro durante uma audiência judicial on-line. Enquanto estava sendo coagida, ela conseguiu enviar mensagens de socorro para a Defensoria Pública do Distrito Federal, que acompanhava o caso. Nas mensagens, a mulher relatou estar sendo forçada pelo homem, que já era investigado por agressões anteriores no âmbito da Lei Maria da Penha.
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Após receber os alertas, a servidora da Defensoria que estava acompanhando o caso imediatamente acionou o Ministério Público do DF (MPDFT) e o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT). A promotora Jediael Ferreira, especializada em Violência Doméstica, tomou as rédeas da situação. “Ela parecia aterrorizada. Embora dissesse que estava tudo bem, fez um gesto de 'não' com a cabeça ao começar a audiência”, explicou a promotora.
A mulher ainda conseguiu enviar sua localização em tempo real, mas logo após, a mensagem foi apagada. A defensora, que estava em contato com a vítima, recebeu informações de que o agressor e a mulher haviam "se reconciliado" e que a audiência não seria mais necessária. Contudo, a defensora insistiu que a audiência continuasse. Acredita-se que o agressor tenha tomado o celular da vítima após ela conseguir enviar os alertas.
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O sequestro ocorreu na noite de segunda-feira (31/3), quando a mulher foi abordada enquanto saía de um mercado. A audiência foi agendada para a tarde de terça-feira, e as mensagens chegaram à defensora pouco antes do link da videoconferência ser ativado. Quando a mulher entrou na audiência, foi um choque para todos, já que a situação de perigo havia sido alertada momentos antes. O agressor tinha a intenção de manipular o depoimento da mulher para evitar sua prisão. O casal esteve junto por cerca de um ano, mas ela terminou o relacionamento após sofrer agressões contínuas.
Assim que o sequestro foi identificado, a PMDF foi acionada pela equipe da audiência. O Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) localizou o veículo usado pelo suspeito e conseguiu prender o homem na DF 457, em Samambaia. O suspeito, que tem um histórico de surtos psicóticos, também possui passagens pela Lei Maria da Penha.
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