O psicólogo Fernando Braga da Costa realizou um experimento social a fim de comprovar a invisibilidade de algumas classes trabalhistas. Fernando, no momento, era um estudante de Psicologia da universidade de São Paulo (USP), tomou a decisão viver a experiência de como é o dia a dia dos garis e colocar em prática a sua tese de invisibilidade pública.
Varrendo as ruas da USP durante seis anos, Braga conseguiu comprovar a situação dos trabalhadores dessa classe. Constatou-se que a maioria dos trabalhadores braçais são seres invisíveis, pessoas sem nome, provou que a invisibilidade pública prejudica diretamente a percepção humana na divisão social do trabalho, ou seja, na visão geral constatou-se que somente a função social é enxergada e não quem está prestando este serviço.
O psicólogo afirmou que um simples bom dia pode mudar a vida desses trabalhadores, relatou que durante esses anos aplicando o seu experimento social os professores e alunos que o abraçavam durante as aulas, quando vestido de gari ele era simplesmente ignorado, ou seja, a sua função social o tornará invisível.
Ainda acrescenta que muitas vezes as pessoas esbarravam nele e não chegavam a pedir desculpas. Conversando com outros trabalhadores, ele observou a falta de autoestima e insegurança dessa classe, sempre desviavam os olhares e andavam de cabeça baixa, como se sentissem vergonha do que eram.
Jaiciani Emilyn Henrique de Souza
2ºE - Escola estadual E.E. Maria Aparecida Rico
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