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Ela tinha 29 anos. Ele também.  Ela era filha única. Ele também.
Ela morava em São José dos Campos. Ele também.

E os dois tinham um amigo em comum. Foi assim que, em pleno século 21, Areta Braga e Carlos Alberto Giglio Júnior se tornaram vítimas de um ‘casamento arranjado’.

“Sou prova viva de que casamento arranjado funciona”, dispara, com muito bom humor, a consultora de carreira e comunicação.

O primeiro encontro às cegas ‘armado’ pelo amigo foi em 22 de junho de 2010 em um restaurante mexicano. Apesar da torcida, naquele dia não houve uma aproximação. Mas o encantamento ficou no ar.

Uma viagem programada por Areta para os Estados Unidos adiou um pouquinho o reencontro. Na volta e quase cinco meses depois, o amigo cupido tratou de colocá-los mais uma vez frente a frente. Na semana seguinte, rolou o primeiro toque, o primeiro beijo. Era 5 de novembro, durante um jantar a dois. E o pedido de namoro teve direito a jantar a luz de velas em 3 de dezembro do mesmo ano.

Já o pedido de casamento foi feito durante uma viagem a Búzios, litoral do Rio de Janeiro. Era noite de lua cheia. Romântico, o empresário ajoelhou, tirou a caixinha do bolso e fez o pedido à beira-mar. “Foi a primeira vez na vida que eu perdi a fala”, lembra emocionada.

 "Sou prova viva de que casamento arranjado funciona" 


E como manda a tradição, o pedido também foi feito aos pais da noiva. E, exatamente um ano após o pedido, os noivos selaram a união. “Me surpreendi, afinal muitos disseram que casamento não é fácil. Meu marido é um super parceiro”.

Quem os conhece diria que a relação não daria certo porque são muito diferentes. Porém, segundo o casal, os valores são os mesmos. E diante da correria maluca do dia a dia e em busca de uma melhor qualidade de vida a dois, eles resolveram ‘abandonar’ a vida de escritórios e hoje trabalham em casa.

“Passamos muito tempo juntos e adoramos isso. Ele é meu melhor amigo e é sempre o primeiro a saber de tudo. Sem dúvida que os vizinhos devem nos achar uns loucos porque rimos o tempo todo”.

Casados há cinco anos e meio, o lema adotado por eles é: “Nós dois contra o mundo”. Companheirismo é a palavra que define o relacionamento do casal. Até mesmo não gostando de cachorro, Carlos é amoroso com o filhote. “Ele bajula nosso cachorro para me deixar feliz (risos)”.

O segredo para preservar o relacionamento, segundo ela, é não pensar mais no ‘Eu’ e sim, em ‘Nós’. “A vida e as decisões precisam ser partilhadas. O amor é mais que um sentimento. Ele é uma atitude diária de cuidado e dedicação”.

Um dia após a entrevista, Areta trabalhava quando chegaram rosas vermelhas. Doces surpresas de um dia comum.