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'Green Book' é o filme do ano

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A cerimônia do Oscar consagrou de forma equivocada, ao meu ver o filme "Green Book: O Guia". Levando o prêmio nas categorias, Ator Coadjuvante, Roteiro Original e Filme, o longa desbancou "Roma", de longe o melhor filme do ano.

Mostrou diversidade, mulheres e negros, após boicotes e campanhas a favor da diversidade, tiveram um número recorde de prêmios, sete profissionais negros e quinze mulheres levaram a estatueta dourada para a casa.

"Green Book: O Guia", sobre a amizade entre um motorista branco e racista e um músico negro e homossexual, é um filme apenas mediano,”Roma” é muito superior, e acabou consagrando Alfonso Cuáron com dois Oscars, direção e direção de fotografia, além de ter dado ao México o primeiro prêmio de filme estrangeiro. A cinebiografia do Queen e de Freddie Mercury levou quatro estatuetas, incluindo melhor ator para Rami Malek.

A rainha Anne, Olivia Colman, de "A Favorita" bateu a favorita:, chegou a pedir desculpas a Glenn Close, que era apontada como a eventual ganhadora do prêmio, na 7ª indicação sem vitória. Mancada da Academia, era a vez de Glenn.

Lady Gaga levou por Melhor Canção com "Shallow", a única estatueta de "Nasce uma estrela". Apresentação dela e Bradley Cooper ficará como um dos grandes momentos da história do prêmio.

Elogiado pela diva Barbra Streisand, que mesmo pouco aproveitada brilhou, Spike Lee ganhou seu primeiro Oscar "oficial", após prêmio honorário em 2006. Foi pelo roteiro original de "Infiltrado na Klan". Discurso vigoroso e combatente as chagas sociais.

"Pantera Negra" levou 3 prêmios técnicos: trilha sonora, figurino (o 1º para profissional negro) e direção de arte (1º para uma mulher negra) Hannah Beachler.

A Netflix foi premiada quatro vezes: além de "Roma", levou documentário em curta-metragem com "Absorvendo o tabu", ambos disponíveis na plataforma no Brasil.
Rami Malek foi o melhor ator e declarou seu amor a namorada, a atriz Lucy Boynton, celebrou a chance de contar a história de Freddie Mercury e ainda caiu do palco! Rami foi logo atendido pela equipe médica do evento e foi colocado em uma das cadeiras da primeira fileira da plateia. Ficou tudo bem, rs.
Por falar em ‘Bohemian Rapsody” o próprio Queen abriu a cerimônia, a primeira sem apresentador em 30 anos.

O brasileiro Nelson Pereira dos Santos foi homenageado pela Academia, durante a exibição de In Memorian, que celebrou a vida e obra dos profissionais do cinema que nos deixaram em 2018.

Nos vemos em 2020. And Oscar goes to ....