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Pelo menos oito dos atuais vereadores tentarão cargo de deputado

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Faltando cerca de 180 dias para as eleições de 7 de outubro, os candidatos de São José dos Campos a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo ou à Câmara Federal começam a mostrar esta pretensão e de alguma forma ter o nome veiculado junto aos eleitores. Mas são muitas as dificuldades que enfrentarão até o dia do pleito, diante da descrença verificada em vários pontos da cidade, advindas do movimento de alcance nacional que prega mais seriedade na hora de escolher seus legítimos representantes no Poder Legislativo.

Que a população está decepcionada com o que viu nos últimos quatro anos referentes ao papel que seu deputado desempenhou no exercício do cargo poucos têm dúvidas. Com raras exceções não houve a tal representação que ele gostaria que houvesse em termos de luta, garra, criatividade e seriedade em plenário ou mesmo nos bastidores. E se houve o eleitor não tomou conhecimento, pelo que se percebe quando alguém consulta o eleitor para saber se está contente com o que fez com o voto em 2014.

São José tem pouco mais de 500 mil eleitores

Mas esta constatação parece não ser real por parte de alguns vereadores eleitos em São José dos Campos que querem mais. Só a representação local não satisfaz e o sonho é alçar novos voos. Que tal Brasília, o centro do poder? Ou a Assembleia Legislativa onde legislar no mais rico e poderoso estado do país significa além do glamour típico de um grande parlamento, tem as vantagens pecuniárias as quais ninguém rejeita.

Pelo menos oito dos atuais vereadores e cerca de 10 que não se reelegeram na eleição passada já, admitem que vão paras as urnas dentro de seis meses. A vontade de chegar lá é grande e os entraves legais às vezes frustram. O PSDB, partido que retomou o comando do Executivo na cidade com a eleição do empresário Felício Hamuth, barrando o petista Carlinhos Almeida, quer agora provar que  pode aumentar a representação na Assembleia Legislativa, abrindo duas vagas para as candidaturas.

Uma não é nova, do atual deputado Helio Nishimoto, e outra que pode ser do vereador Juvenil Silvério. Com Felício no Executivo, Geraldo Alckmin buscando votos para a presidência da República, o partido acredita que o monte de votos do colégio eleitoral joseense, pode ajudar a dobrar a bancada estadual de deputados da sigla, de um para dois representantes. Afinal são 503 mil eleitores aptos a votar.

Na verdade se todos os votos da cidade fossem carreados para a gente da terra, poderia se eleger até três deputados, tanto para a Assembleia como para a Câmara Federal. O problema que esta conta não bate. A dispersão dos votos é automática, tal o número de paraquedistas que aqui buscam na cidade seus votinhos e na soma dos mais de 640 municípios, pode se chegar aos cerca de 70 mil votos que elege um deputado estadual pelo PSDB. Eduardo Cury, ex-prefeito da cidade é candidato a reeleição e acredita reeditar a excelente votação que lhe rendeu o atual mandato com mais de 170 mil votos.

O exemplo do PSDB causou uma baixa. O vereador Fernando Petiti, quase sempre o mais votado da cidade, não conseguiu emplacar suas pretensões dentro da sigla e filiou-se ao MDB, onde lhe foi oferecida a vaga de candidato a deputado estadual.

É a chance que queria já há alguns anos e agora tem de que provar que é bom de voto, não interessa o partido. No resumo dessa história, o que conta é que a cidade terá uma grande lista de pretendentes a vaga de deputados e que a pulverização dos votos não acabe propiciando a eleição de forasteiros, que nada tem de identificação com a comunidade local.

Nivaldo Marangoni

Nivaldo Marangoni é jornalista, professor e colunista do Meon

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