Parece uma praga, chega a ser depreciativo para algumas autoridades que nem sempre tomam conhecimento do descaso. Referimo-nos à forma de atendimento por parte de alguns funcionários - de prefeituras e câmaras municipais principalmente. 

Nem sempre as orientações sobre as condições de acesso as essas "autoridades" têm justificava plausível, pois o discurso é sempre o mesmo: Está em "reunião", "está viajando", hoje ele não tem agenda na cidade", amanhã só depois das 14 horas, enfim, as justificativas procuram vedar 100% as ditas autoridades. Mas teriam realmente necessidade de viajar tanto? Claro que há de se ter respeito com cada prefeito, vereador, secretário ou diretor de departamentos, autarquias, etc. Mas a frequência como essa gente se justifica é realmente impressionante. 

Nem todos que vão à prefeitura estão ali para pedir favores
ou perturbar
o prefeito

 


Um prefeito da região de Ribeirão Preto "fazia" a quinta viagem no período de um mês.

Nossa experiência no assunto nos dá o direito de refletir em voz alta e relatar para o digníssimo leitor aquilo que entendemos como descaso, menosprezo. Em municípios do interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a receptividade parece bem longe daquela que todo cidadão gostaria de ter. Dias atrás, numa pequena cidade do nosso Vale do Paraíba a situação foi até divertida.

Pela ducentésima vez procurávamos uma brecha na agência do prefeito para uma breve reunião sobre um projeto de preservação do patrimônio histórico da localidade. Como em várias ocasiões a justificativa era que o chefe do Executivo estava viajando para Brasília em busca de recursos, me estressei e perguntei qual o ministério e horário que o "homem" seria recebido na capital Federal, pois em outras duas oportunidades as informações coincidiram. Veio o chute. A secretária falou o nome do ministro e que o prefeito já estava em Brasília à espera da tal audiência.

Como sabíamos que naquele dia o ministro citado viria a nossa região, dei corda à simpática secretária e ela foi se enrolando. Abismada, ficou quando lhe disse que estava na comitiva do ministro praticamente no trevo de entrada da cidade e que não havia agendamento algum em Brasília. O próprio prefeito estava à espera do ministro. Abrimos o jogo e questionamos porque mentir, porque vedar dessa forma uma figura pública sem necessidade. Nem todos que vão à prefeitura estão ali para pedir favores perturbar o prefeito.

E mais: Certamente essas pessoas que recebem a incumbência de vedar os "patrões" não têm a mínima noção do real significado do cargo que exerce como servidor (ra) público(a). Por isso são SERVIDORES PÚBLICOS e deveriam conhecer suas atribuições básicas e não enrolar, enganar o cidadão.