Se você esteve na praia do Jabaquara, no norte da Ilhabela, neste mês de janeiro de 2018, sábado (20), estava numa grande turma de amigos, levou sua bebida (embora o quiosque venda o mesmo tipo de cerveja) e não tem consciência, este lixo pode ser seu.

É triste ver que pessoas sem o mínimo de responsabilidade ajam desta maneira. A reportagem do Meon esteve na praia do Jabaquara, realizando matéria sobre A importância dos quiosques de praia para a próxima edição da revista Metrópole Magazine. Não foi difícil entender o drama dos quiosqueiros que têm aí a sua única fonte de renda e são humilhados diariamente, tendo que recolher lixo de pessoas que vêm com seus coolers, deixam de consumir no estabelecimento e largam um rastro de lixo para ser recolhido por eles.

lixo

Donos de quiosques precisam recolher lixo deixado por turistas

Regina Laranjeira Baumann/Meon

Em um destes quiosques, ouvimos a explicação de que é difícil para nós que cuidamos para que a praia esteja sempre limpa, levantamos diariamente as 6hs da manhã para comprar gelo e outros produtos (não há energia elétrica nesta região da Ilhabela)preparamos tudo com amor para receber os turistas e, além de alguns não consumirem nossos produtos, ainda deixam o lixo, que tem que ser ensacado por nós e carregado nas costas por uma trilha íngreme, por mais  de 800 metros, explica Marry, que há dois anos tem quiosque naquela praia.

É uma realidade realmente dura. Para o turista é essencial a existência dos quiosques, porque os restaurantes não comportam o grande público sazonal. Na praia do Jabaquara mesmo, onde chegamos a presenciar verdadeiro congestionamento de veículos e centenas de pessoas nas férias, finais de semana e feriados, há apenas 1 (um) restaurante. Os quiosques suprem, portanto, uma necessidade para conforto dos próprios turistas.

Além de ser um trabalho difícil, porque implica em locomoção diária à Vila (20 km) para compra de gelo e alimentos perecíveis, ainda têm que conviver com os turistas que passam o dia em suas mesas e cadeiras, levam consigo água, cerveja, sucos, sanduiches e não consomem praticamente nada.

A alegação destes turistas é de que a praia é um espaço público.

Ninguém discorda disso. A questão é o respeito ao trabalho do próximo! É a consciência de que os quiosques prestam um serviço público importante, essencial para o conforto do turista. A praia está associada a uma bebida gelada e um peixe ou camarão. Mas, para ter isso quando o turista quiser, é preciso ter os quiosques sempree, sendo assim, é importante consumir os produtos que eles vendem.

Uma regra para consumo do próprio vinho em restaurante, serve de parâmetro para uma análise sobre esse debate, resguardadas as devidas proporções, é claro. Como explica Arnaldo Grizzo, o importante é ter bom senso.

 

Dicas para levar seu vinho ao restaurante

 

1 - Primeiramente, informe-se se o restaurante aceita que você leve seu vinho de casa;

2 - Faça reserva e pergunte o valor da taxa de rolha;

3 - Tenha certeza de que o vinho que pretende levar não é oferecido na carta do estabelecimento;

4 - Nunca leve um vinho abaixo do valor dos vinhos da carta;

5 - O vinho, a priori, deve ser escolhido para harmonizar com a refeição servida;

6 - Seja discreto ao trazer o vinho. Leve-o embalado em bolsa específica para transporte e entregue-o diretamente ao maître ou sommelier antes mesmo de ir tomar seu lugar à mesa;

7 - Considere a possibilidade de consumir um vinho da carta do restaurante. Por exemplo: um espumante de entrada ou um vinho de sobremesa ao final.

8 - Cobrada taxa de rolha ou não, deixe um valor de gorjeta equivalente ao que seria dado caso tivesse sido consumido um vinho da carta.

 

Original: http://revistaadega.uol.com.br/artigo/posso-levar-um-vinho-para-o-restaurante_9496.html#ixzz55NKxBsQG