Elaine Lopez da Silva Moradora do Banhado
A intenção do projeto é buscar uma conciliação com a prefeitura
Divulgação
Neste sábado(25), a comunidade do Banhado, região central de São José dos Campos, apresentou para os moradores um plano popular de urbanização do bairro. O projeto foi financiado pelo CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), elaborado com o apoio de alunos e professores de Arquitetura e Urbanismo da USP (Universidade de São Paulo), e teve o apoio técnico do professor Paulo Romano Reschialin da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).
Jeferson Tavares, professor do curso de Arquitetura e Urbanista da USP (Universidade de São Paulo), um dos membros da equipe que elaborou o projeto, explica que foram cerca de seis meses de estudos com técnicos de diversas áreas.
“Fizemos um estudo para avaliar se era possível e viável ou não a permanência das pessoas, foi um estudo propositivo. E é possível, a sociedade pode permanece aqui de uma maneira que seja “guardiã” do banhado. Se a população cuida do banhado, está cuidando de um sistema ambiental que é regional”, afirma Tavares.
O professor explica ainda que a permanência da população no centro é benéfica para o município até do ponto de vista econômico. Ele explica que, para tirar a população do local, a Prefeitura precisaria construir um novo conjunto habitacional, o que seria muito mais custoso para o município.
“Alguns estudos técnicos de outras cidades apontam que as pessoas devem ocupar os grandes centros. [...] A permanência da comunidade no Banhado é benéfica para cidade porque a Prefeitura não vai precisar construir novas casas, escolas, hospitais, criar novas linhas de ônibus, etc. No centro já tem tudo”, explica o professor.
Elaine Lopez da Silva Moradora do Banhado
Marcelo Fantin, também professor da USP, explica que a intenção do projeto é buscar uma conciliação com a prefeitura.
“A comunidade colocou todas as suas vontades para o plano e nós organizamos isso. Fizemos uma proposta alternativa para fazer uma conciliação possível. [...]O plano resolve todos os problemas apresentados pela prefeitura com um baixo impacto ambiental. A equipe do direito também estudou toda a parte de regularização fundiária”, conta Fantin.
Elaine Lopez da Silva, de 35 anos, é uma das representantes da comunidade e conta que sua família se instalou no bairro em 1936. Ela é uma das representantes do bairro e explica que, se preciso for, alguns moradores que estão em área do Parque Banhado estão dispostos a se realocar em outro lugar, porém, ainda na concha do Banhado.
A intenção é justamente uma conciliação. Elaine afirma que a comunidade tem recebido diversos apoiadores, pois muita gente estaria percebendo uma suposta “perseguição” da administração pública com o bairro.
A moradora destaca que a Prefeitura teria outros interesses com a região do banhado, por isso estaria se empenhando tanto na desapropriação do local. “A prefeitura está fazendo isso com a gente porque o Banhado é uma área super valiosa para a especulação imobiliária e está na mão dos pobres”, afirma Elaine.
A moradora explica que o plano popular será anexado a uma ação que corre na Justiça onde a Defensoria Pública solicita a regularição fundiária do bairro. Os moradores realizarão mais uma reunião e então irão marcar uma data para apresentar o projeto à Prefeitura.
Membros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Defensoria Pública também participaram do encontro.
O plano popular será apresentado à Prefeitura
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