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Petistas da RMVale vão ao ABC dar apoio a Lula

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O STF (Supremo Tribunal Federal) negou, na madrugada desta quinta-feira, o habeas corpus preventivo pedido pelo ex-presidente Lula para evitar prisão devido à condenação no caso tríplex. Lideranças petistas da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) foram para a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, nesta quarta-feira, para acompanhar o julgamento. 

Após quase 11 horas de julgamento, a decisão permite a prisão imediada de Lula.  Votaram contra o pedido de habeas corpus os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. A favor da defesa, votaram os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello.

Na última etapa da sessão, a maioria dos ministeros decidiu que a liminar concedida em março impedindo a prisão de Lula até o julgamento do habeas corpus não tem mais valor. Marco Aurélio Mello queria que ela continuasse vigorando até a publicação do acórdão do julgamento. Ricardo Lewandowski concordou, mas os demais rejeitaram.

Lula ainda pode recorrer da decisão do STF, mas o juiz Sergio Moro pode decretar a prisão do petista a qualquer momento.

Lideranças regionais

A presidente do diretório municipal do PT em Taubaté, Júlia Martin, chegou ao ABC às 9h. “Estamos acompanhando, após a sentença definitiva, vamos nos reunir para definir quais ações serão adotadas pelo partido”, disse Júlia.

A vereadora joseense Amélia Naomi, o presidente do diretório municipal do PT em São José, André Diniz, e a coordenadora regional do partido, Rose Gaspar, de Jacareí, seguiram para o ABC no início da noite.

“Acho uma grande injustiça. Não há provas de nenhum crime, é perseguição porque Lula está em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais”, disse Amélia.

Para André, o STF cedeu a pressões  de grupos que não queriam que Lula fosse eleito presidente. “Infelizmente o STF atendeu ao clamor da imprensa e de alguns setores da sociedade que condenaram Lula sem provas. O próprio procurador disse que pediu a condenação por convicção e não por provas”, disse.

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 11h ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde acompanhava o julgamento, desde as 14h.  Mais de 100 militantes davam apoio ao ex-presidente. Ele deixou o sindicato por volta da meia-noite, antes do voto da presidente do STF.

Condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso triplex do Guarujá, o petista já teve seus recursos negados na segunda instância da Justiça Federal e também não teve sucesso no HC enviado ao Superior Tribunal de Justiça. A liberdade do ex-presidente era garantida por um salvo-conduto concedido pelos ministros do Supremo no primeiro dia do julgamento do habeas corpus, no dia 22 de março.