ideias_e_debates

Evento debate o combate às notícias falsas

Divulgação

 

A primeira edição do Ideias&Debates traz as polêmicas fake news como tema. As vésperas das eleições, a discussão sobre as noticias falsas vem à tona no evento. Na ocasião, especialistas debatem com a plateia e com jornalistas da região casos que tiveram repercussão internacional. Profissionais debatem sobre os problemas gerados pelas fake news e como os veículos, jornalistas e a população podem combate-las.

O evento terá a participação de Patrícia Blanco (Presidente Executiva do Instituto Palavra Aberta), Maria C. Furtado (Diretora Executiva da Associação Nacional de Editores de Revistas-ANER), Rafael Menin Soriano (Gerente Geral Jurídico da Editora Globo) além de outros convidados e jornalistas do Meon e da Jovem Pam.

O Ideias&Debates acontece na sexta-feira (10) das 8h00 às 12h30 no teatro do SESI em São José dos Campos que fica na Avenida Cidade Jardim, 4389, Bosque dos Eucaliptos. 

 

 

patricia_blanco

Patrícia Blanco

Reprodução

1ª Palestra 

Tema:“Fake news e liberdade de expressão”.

Presidente Executiva do Instituto Palavra Aberta. 

Formada em Relações Públicas pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Pós-graduada em Marketing pela ESPM.

A Presidente Executiva do Instituto Palavra Aberta salienta que a é preciso ter bom senso e responsabilidade com o que compartilhamos. “Muitas dessas notícias são fantasiosas e sensacionalistas, pois têm o objetivo de chocar o leitor. O simples fato de parar e ler já faz uma grande diferença no combate às noticias falsas.”, alerta Patrícia.

  

 

 

maria_celia_furtado_aner

Maria C. Furtado

Reprodução

 2ª Palestra

Tema: “Jornalismo profissional no combate às notícias falsas”.

Diretora Executiva da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) desde 2001. Representante da ANER no Conselho Superior do CONAR – Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

Formada em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e Direito pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Pós-graduada em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica – PUC/SP.

Sobre o tema, Maria diz que o jornalismo é vital no combate as noticias falsas. Com as redes sociais e o celular na mão, qualquer um inventa ou cria uma “noticia”. O jornalista consulta as fontes, investiga e informa de verdade. “Este é o grande momento do bom jornalismo”, afirma a Diretora.

 

 

3ª Palestra 

Tema: “Medidas legais para combater às notícias falsas”.

Rafael Menin Soriano

Formado em Direto pela Universidade de São Paulo. Especialista em Direito Corporativo pela Fundação Getúlio Vargas.

Gerente Geral Jurídico da Editora Globo.

   

Sobre as Fake News

Não é de hoje que a veiculação de inverdades causa pânico e prejudica pessoas. Em 1939, ouvintes da rádio CBS (Columbia Broadcasting System) nos EUA passaram por momentos de pânico quando Orson Wells anunciou uma suposta invasão extraterrestre. O programa foi montado para parecer uma edição do jornal da radio, mas não passava da adaptação radiofônica do livro “Guerra dos Mundos”.  Porem, neste caso não havia a intenção direta de prejudicar alguma pessoa ou órgão. Hoje, as notícias falsas são criadas para chocar e denegrir.

Atualmente a sociedade vive um problema massivo de desinformação com a propagação de fake news. Um estudo feito pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) apontou que noticias falsas são mais compartilhadas do que as verdadeiras. Os pesquisadores analisaram cerca de 126 mil notícias que circularam no Twitter entre 2006 e 2017. A análise concluiu que as fake news têm 70% de chance a mais de serem compartilhadas.

Uma notícia falsa recente que circulou na nossa região foi o caso de supostos ovos artificiais fabricados na China e vendidos no Brasil. Uma mulher no estado do Rio de Janeiro comprou ovos e estranhou a consistência. Insatisfeita, ela gravou um vídeo falando que o produto seria de plástico. Outro vídeo mostrava a “fabricação dos ovos”. Porém, o caso não passa de fake news. Os ovos comprados pela mulher fluminense estavam perto do vencimento e por conta disso apresentavam uma consistência diferente. A fábrica de ovos era na verdade uma linha de produção de um brinquedo semelhante a uma gosma chamado “Egg Slime”.

A principal causa da propagação das fake news é o compartilhamento de informações sem procedência. As pessoas recebem “notícias” em suas redes sociais e não se preocupam em verificar se ela vem de uma fonte confiável.  “Os veículos de comunicação recebem a informação, checam a veracidade e transformam em notícia”, explica Eduardo Pandeló, diretor de Relações Institucionais do Grupo Meon de Comunicação.  A imprensa existe para dar segurança e procedência nas informações. Os leitores, ouvintes e expectadores devem checar com os veículos de comunicação as notícias que recebem.

Em junho deste ano, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Fux, assinou um termo com o Google e com o Facebook firmando compromisso no combate as fake news. A intenção é prevenir que aconteça nas eleições de 2018 o que aconteceu nos Estados Unidos em 2016. Uma analisa feita pelo site BuzzFeed identificou que nos últimos três meses das eleições norte-americanas, 20 noticias falsas somaram pelo menos 8,7 milhões de compartilhamentos, reações e comentários.