A sofisticação dos drinques é um dos pontos altos de clássicos do cinema. Na franquia ‘007’ o Dry Martini é companheiro de conquistas do sedutor agente James Bond. E o que dizer de outros ícones como The God Father, em Poderoso Chefão, ou o French  75, no clássico Casablanca?

Pois este glamour, ambientado em balcões à meia luz na sétima arte, tem, aos poucos, caído no gosto dos joseenses. A ideia é dar um tom de requinte ao tradicional happy hour.

No bar do restaurante Cassiano, no Hotel Golden Tulip, esta mudança de comportamento tem chamado a atenção. O lugar é um clássico estabelecimento para comungar goles contemplativos, seja acompanhado ou sozinho mesmo, bebericando um Old Fashioned ou um Negroni escorado no balcão.

O movimento no local, que fica no piso térreo, abaixo do restaurante, tem crescido nos últimos meses. Tanto que a casa já oferece aos clientes petiscos e até alguns pratos servidos no ambiente do próprio bar.

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Aperol Spritz é o preferido dos dias quentes

Divulgação/Cassiano Restaurante

“Hóspedes e não hóspedes têm frequentado mais o bar ultimamente para fazer um happy hour. As pessoas cada vez mais querem beber menos e com mais qualidade. E esse movimento acaba se refletindo no nosso bar”, explica o maitre e somelier do Cassiano.

O estabelecimento oferece drinques tradicionais e com assinatura própria – esses últimos nomeados com trechos de poemas de Cassiano Ricardo. Com o verão à pino nos últimos dias, os drinques refrescantes, mais frutados, têm tido mais saída no local.

“É nosso drinque coringa. Tem gente que acha a vodca muito forte, que não gosta de cachaça. Nesses casos é uma aposta perfeita. Além de ser refrescante, tem pouco álcool”, conta o bartender do Cassiano, Thales Leite.O campeão é o Aperol Spritz, bebida que leva, além do Aperol (‘primo’ mais leve do Campari), leva espumante, laranja e água com gás. A bebida, de início suave e fim pouco amargo na boca, agrada até quem não sabe o que pedir.

Psicólogo de balcão

A trajetória do bartender teve de tudo um pouco: antes de dominar a arte de combinar as frutas e dosar bebidas diferentes, já foi garçom e até trabalhou em buffet infantil. Contudo, o crescimento da clientela tem adicionado mais um atributo ao jovem profissional, o de psicólogo de balcão.

“Tem muita gente que vem aqui sozinha, que está fora da sua cidade, ou por várias outras razões. Aí à medida que vamos servindo os drinques, também vamos ouvindo histórias e algumas lamentações. É importante saber ouvir nesses momentos. Inclusive, o curso de bartender que eu fiz tem uma introdução à psicologia”, comenta.

O perfil das pessoas que passou a frequentar o local é bastante diversificado. Há quem descobriu o bar e agora se transformou em cliente fiel, há quem esteja hospedado no hotel, gente de fora do país, casais, pessoas da própria cidade.

Isso porque o menu não é lá de assustar. Pelo contrário, inclusive. No espaço, os drinques tradicionais saem por R$ 19 e os exclusivos por R$ 25. Já as entradas e petiscos variam de R$ 15 a R$ 54.