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Problemas começaram quando a Etep mudou a grade de trimestral para semestral 

Divulgação/Meon

Os estudantes da Etep Faculdades, instituição administradas pelo Grupo Cetec, continuam com problemas em relação às notas, histórico de matérias e horário de aulas. Entre 2016 e 2017, quando a grade curricular deixou de ser trimestral para semestral, os estudantes iniciaram uma saga para resolver questões contratuais. Aulas presenciais foram alteradas para o ensino a distância, houve redução da carga horária, matérias repetidas etc.

Devido às inúmeras queixas em outubro de 2018 foi realizada uma reunião entre o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), Ministério Público e representantes do Grupo Cetec, onde a administradora da unidade de ensino superior assinou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) assumindo, assim, um compromisso com os estudantes.

Entre o que ficou acordado, a Etep teria que publicar notas de alunos até o dia 7 de janeiro, divulgar histórico de matérias e quadro de equivalências, mas segundo o representante de sala Leonardo Marenzoni a promessa não foi cumprida. 

“No meu ponto de vista a Etep não respeitou a data de publicação do histórico, pois ele não estava disponível em nenhum local do portal. Foi apenas para o dia 16 que ela fez a publicação parcial e não disponibilizou o documento para todos os alunos, além de disponibilizar dois históricos, um do semestral e outro do trimestral, com matérias que eu já cursei ou que já estava aprovado e constava que estou reprovado”, disse. 

Giulio Machado, estudante de engenharia da computação, conta que ainda não teve acesso as notas e não concorda com o quadro de equivalências. “Nenhum dos alunos têm as notas do semestre passado. A Etep emitiu um comunicado no seu site e no portal de alunos dizendo que as notas estariam disponíveis até 7 de janeiro, mas até hoje não foram disponibilizadas. A minha grade foi alterada duas vezes e colocaram várias equivalências que não valeram para nada”.

Outro questionamento é em relação à validade do diploma. Para Rafael Carniato, com matérias a distância, a faculdade pode não ser mais reconhecida pelo Mec (Ministério da Educação) e o conteúdo oferecido pode estar ultrapassado. 

“Vejo que minha grade curricular não concorre com outras faculdades, tenho o sentimento que estou fazendo matérias aleatórias apenas para cumprir horas. Tive que cursar muitas matérias a distância e que não apresentavam relação alguma com engenharia. Meu maior medo é continuar no curso, não obter um diploma e, além disso, possuir um currículo escolar totalmente defasado”.

A Etep foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta matéria.