Iolene Lima Reprodução  Twitter

A pedagoga Iolene Lima, ex-diretora do Colégio Inspire, agora a número 2 do MEC

Reprodução/Redes Sociais

Um dia após ser nomeado secretário executivo do MEC (Ministério da Educação), o professor Rubens Barreto da Silva, de Caçapava, caiu sem assumir o cargo, que agora será ocupado pela pedagoga Iolene Lima, de São José dos Campos. Ela foi anunciada pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez, nesta quinta-feira (14), pelo Twitter.

A pedagoga fez sua carreira no magistério em São José dos Campos. Ela foi diretora do Colégio Inspire, mantido pela Igreja da Cidade, e trabalhou por cerca de 20 anos na rede municipal de ensino (de 1989 a 2009) e quatro anos na rede estadual (de 2006 a 2010). Iolene já integrava a equipe do MEC como diretora de formação.

Com um perfil mais conservador, a nomeação de Iolene deve apaziguar o clima de tensão no MEC. O colégio que ela dirigiu é mantido pela Igreja da Cidade de São José dos Campos e se apresenta como uma escola batista que busca a “formação integral do ser humano” para cumprir “os propósitos de Deus no mundo”. O site da escola informa que os conteúdos curriculares seguem a 'cosmovisão bíblica'. A Igreja da Cidade é dirigida pelo pastor Carlito. 

"De volta a Brasília, confirmo que Iolene Lima, da Secretaria de Educação Básica, assumirá a Secretaria Executiva do Ministério da Educação", disse o ministro pela rede social, após participar do velório das vítimas da tragédia na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano.

Também pela rede social, a nova secretária-executiva do MEC agradeceu ao ministro e ao presidente Jair Bolsonaro. “Dediquei minha vida para a área da educação e me sinto honrada. É com grande dedicação que assumo essa responsabilidade importante para a educação do nosso país”, afirmou a pedagoga.

Na última terça-feira (12), o ministro havia anunciado a substituição de Luís Antônio Tozi, que ocupava o cargo de secretário executivo do MEC, por Rubens Barreto da Silva, secretário executivo adjunto. Devido a pressões políticas, Barreto não chegou a assumir a secretaria.

Um dia antes da nomeação de Barreto, seis funcionários comissionados da pasta foram exonerados.