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Cine Teatro Benedito Alves foi reaberto pelo PT em junho de 2016, após 17 anos fechado; mas sem equipamentos e segurança

Arquivo/Meon/Divulgação PMSJC


Após dois anos, o governo Felicio Ramuth (PSDB) decidiu instalar os equipamentos de segurança e combate a incêndio para reabrir o Cine Teatro Benedito Alves, no centro de São José dos Campos. Os serviços serão realizados pela Urbam (Urbanizadora Municipal) e vão custar R$ 212.447,51, segundo contrato entre a estatal e a FCCR (Fundação Cultural Cassianao Ricardo).

A previsão é que o espaço, que tem 270 lugares e um anexo cultural, reabra para o público no primeiro semestre de 2019.

O Cine Teatro Benedito Alves foi reformado e reaberto em junho de 2016, no governo Carlinhos (PT), após ter ficado 17 anos fechado. Foram investidos R$ 2,2 milhões nas obras de revitalização, porém, cerca de seis meses depois o espaço foi fechado pelo atual governo porque não havia AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

O contrato assinado com a Urbam em 5 de novembro prevê "reforma e instalação do sistema de detecção e extração de fumaça".
"O trabalho que vem sendo realizado pela Fundação Cultural no Cine Teatro Benedito Alves não se trata propriamente de reforma, mas do aparelhamento de artefatos de segurança para atender às exigências do Corpo de Bombeiros, uma vez que o espaço foi inaugurado em julho de 2016 sem o AVCB e as devidas condições para a segurança dos usuários e funcionários", informou a direção da FCCR, por meio de nota.

A fundação ressaltou ainda que foi identificada a necessidade de uma série de providências para a regularização do espaço, como troca parcial do piso, adequação da instalação elétrica, instalação de cortinas adequadas, instalação de guarda corpo no mezanino, reparos nas infiltrações e instalação de um sistema de exaustão.

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Questionada sobre a demora para dar início aos serviços para reabertura do espaço, a FCCR informou que a "prioridade da prefeitura foi pagar uma dívida deixada pela gestão anterior no valor de R$ 306 milhões, inclusive com falta de pagamento de água, luz e sem atendimento médico. Solucionadas essas prioridades, a gestão que trabalha com responsabilidade pode tratar das pendências que faltam, como por exemplo, o Cine Teatro Benedito Alves", diz a FCCR na nota.

Para a vereadora Amélia Naomi (PT), foi política a decisão de manter o Cine Teatro Benedito Alvez fechado. "O objetivo disso é desvincular a revitalização desse importante espaço cultural com a administração petista. Quem perde com isso é a Cultura e o cidadão joseense, que fica impedido de ter acesso a este importante teatro", disse a petista.

Para ela, a FCCR mente quando diz que não fez a obra antes porque a prioridade da prefeitura era liquidar dívidas. "A Fundação fechou 2017 com uma sobra de mais de R$ 5 milhões, isso comprova que ela poderia, sim, ter instalado os equipamentos exigidos pelo Corpo de Bombeiros", afirmou a vereadora. O superávit da FCCR em 2017 foi de R$ 5,98 milhões.