Arco da Inovação, obra para desafogar trânsito entre avenidas São João e Jorge Zarur, será concluído em 14 meses; pelo trecho, circulam 18 linhas e 60 mil trabalhadores

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Rita de Paula, moradora do Parque Interlagos, na zona sul, usa dois ônibus para chegar ao trabalho na região central

Cláudio Vieira / PMSJC

A cena se repete diariamente. Logo cedo, centenas de ônibus partem de todas as regiões da cidade. Ao fim da tarde, esses mesmos ônibus passam recolhendo trabalhadores e estudantes nos pontos. Inevitavelmente, 60 mil passageiros se encontram em um trecho crucial do trajeto: a rotatória do Colinas, zona centro-oeste de São José.

Diminuir o tempo e, consequentemente, o cansaço dessa rotina diária no principal ponto de congestionamento da cidade será um dos ganhos com o Arco da Inovação, ponte estaiada para desafogar 'gargalos' do trecho.

A ponte, entre as avenidas São João e Jorge Zarur, contempla um importante corredor de transporte público, por onde circulam 18 linhas e 60 mil trabalhadores.

A faxineira Rita de Paula, 50 anos, é moradora do Parque Interlagos, zona sul. Usa dois ônibus para chegar ao trabalho, no centro. Uma das linhas que utiliza é a 320, que diariamente fica 20 minutos 'travada' na rotatória.

"Fazer o pequeno trecho da avenida São João (centro) até o Jardim Aquarius (zona oeste) é bem demorado", diz.

A reportagem do'Minha São José' percorreu de ônibus a região da rotatória, no início da noite do último dia 2 de maio, e levou 18 minutos.

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Obra é viável porque a Prefeitura de São José economizou R$ 59,2 milhões em licitações

Cláudio Vieira / PMSJC

Projeto

O Arco será financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A previsão de entrega é de 14 meses. O edital tem valor de R$ 62,9 mi.

O montante é 'carimbado', ou seja, só pode ser usado em grandes obras de infraestrutura. As cifras destinadas à ponte são resultado da economia em outras licitações. Via Cambuí e Obra antienchente do Jardim Augusta são outras ações com recursos do BID.

"Escolhemos construir o Arco pois é o local onde passa mais gente, o principal ponto de gargalo da cidade. Com esse recurso, a gente atende ao maior número de pessoas", diz a Secretaria de Mobilidade.

E a opção pela ponte estaiada também visa economizar recursos. "Se fosse adotado o método convencional, a ponte teria 120 metros a mais de cada lado. O custo seria mais alto e inviabilizaria a obra."

Saiba mais em: www.sjc.sp.gov.br 

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