Pelo menos seis pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas em confrontos entre eleitores contrários à reeleição do presidente da Indonésia, Joko Widodo, e a polícia, em Jacarta, entre a noite de Terça-feira (21) e quarta-feira, 22. A cidade está sob forte esquema de segurança após o anúncio do resultado.

Algumas vítimas sofreram ferimentos à bala, outras, golpes, mas a situação ainda precisava ser esclarecida, como explicou à imprensa o chefe da polícia, Tito Karnavian, com base em informações dos serviços médicos e de forças de segurança.

Ele disse que a polícia não usou munição real contra os manifestantes, simpatizantes de Prabowo Subianto, candidato derrotado, que contesta sua derrota. A polícia prendeu 70 manifestantes, segundo fontes policiais, que atribuíram os confrontos a "agitadores".

A tropa de choque recorreu a gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes, que lançaram pedras e foguetes. Como aconteceu na campanha eleitoral, notícias falsas circularam nas redes sociais. Uma fotografia amplamente compartilhada mostrava membros das forças de segurança com olhos puxados e um comentário que dizia que eles eram "policiais chineses" que não hesitariam em atirar em manifestantes, mesmo em mesquitas. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.