O primeiro-ministro em exercício da Espanha, Pedro Sánchez, não alcançou o número mínimo de 176 votos favoráveis em sua primeira tentativa de obter a confiança do Parlamento do país. Na chamada sessão "de investidura" desta terça-feira, o chefe do Partido Socialista e Operário Espanhol (PSOE) recebeu apenas 120 votos "sim", contra 170 votos "não" e 52 abstenções.

Os 176 votos de que dependia hoje a formação de governo correspondem à maioria dos 350 assentos do Congresso dos Deputados.

Agora, a Casa fará nova votação pela mesma proposta daqui a dois dias, na quinta-feira, 25 de julho. Há uma diferença, contudo: para obter a confiança do Parlamento na segunda tentativa, Sánchez precisará apenas de mais votos "sim" do que votos "não".

Desde o resultado das eleições gerais antecipadas, realizadas em 28 de abril, o socialista vem consultando a sigla Unidas Podemos, considerada de extrema-esquerda, em busca de um acordo para uma coalizão. A deputada do Podemos Noelia Vera afirmou que o partido segue aberto a um acerto. "Fizemos muitas concessões nas últimas semanas e só esperamos respeito e reciprocidade", diz.