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“Ah, você trabalha em quê?” “Sou blogueiro!” Basta dizer a palavrinha e pronto, a resposta sempre é uma careta, ou uma expressão do tipo “ah, você é mais um daqueles que ganha tudo de graça para falar besteira na internet?” Quem dera fosse assim!

O fato é que muitos blogueiros, criadores de conteúdo, influenciadores digitais, ou qualquer outra nomenclatura que a nossa profissão possa ter, é vista com preconceito pelas pessoas por aí, justamente por ser banalizada e vista como ganhar dinheiro, brindes ou mimos de maneira fácil. Inclusive, muita gente gosta de brincar nas redes sociais, dizendo que fulano está bancando o blogueirinho, fulana é blogueirinha. Opa, espera aí! Inho, não!

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O fato é que não importa seu alcance, não importa o trabalho que você faça, ninguém merece ter a profissão banalizada dessa forma. Você não vê ninguém chamando alguém de engenheirozinho, vê? Ser um influenciador vai além de ganhar coisas de graça, ir nos eventos legais ou conhecer pessoas interessantes. É aquele ditado, todo mundo vê as pingas que tomo, mas não vê os tombos que levo. Por trás disso, tem muita noite mal dormida atrás de um computador escrevendo textos, muita responsabilidade por influenciar a escolha de alguém, uma compra e até mesmo, a realização de um sonho. Escolher o que é certo para as pessoas que te acompanham, o que realmente deve ser indicado e o que não deve vai muito além do que as pessoas veem em um vídeo de cinco minutos.

Citando eu mesmo como exemplo, quando abri o Beco Literário, divulguei na internet e nas minhas redes como se não houvesse amanhã. Eu queria ser lido e isso bastou para que muitas pessoas interpretassem isso como uma prepotência da minha parte. “Olha lá, ele se acha o blogueirinho. Não tenho paciência.” Mas não sou inho, sinto em dizer. Encaro meu trabalho como blogueiro, criador, influenciador, com a mesma seriedade que um Jornalista entra no plantão da televisão com aquela notícia urgente e arrebatadora. É uma profissão como qualquer outra, e merece respeito como todas as outras.

Certa vez, em uma palestra, um garoto de aproximadamente 16 anos me perguntou se isso “dava dinheiro”. Sinto em dizer, quem dá dinheiro é Silvio Santos. Todo o resto, você precisa trabalhar e esperar a consequência do seu trabalho bem feito. O dinheiro, é uma delas. Se isso é dar dinheiro para você, amigo, para mim é recompensa pelo meu suor e noites sem dormir com olheiras que faltam chegar nas bochechas.

Então, sim, sou blogueiro, sou influenciador, sou criador de conteúdo. Sem nenhum inho. Essa é a profissão que escolhi seguir, e felizmente (ou infelizmente para você que gosta de banalizar), calhou de eu ser muito bom nela…