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O grupo é aberto a todas as meninas que desejam transformar a sociedade através de projetos e campanhas 

Divulgação

Estudantes do Colégio Anglo Cassiano Ricardo, entre 15 e 18 anos, criaram um grupo estudantil, chamado Meninas do Anglo, inspiradas pelo projeto Meninas do Brasil - um dos comitês da rede Mulheres do Brasil. O grupo busca, assim como a organização, eliminar as desigualdades de gênero, raça e condição social, através de projetos e campanhas dentro e fora da escola.

O grupo é composto por meninas do 8º ano ao cursinho, que visam a modificação da sociedade através do empoderamento feminino e da igualdade entre gêneros. Elas afirmam que os principais objetivos desta ação são o protagonismo do jovem na melhoria da sociedade, visto que atualmente eles encontram-se cada vez mais engajados em movimentos que almejam um novo modelo social; lutar pelos direitos das mulheres, que encontram-se em posições inferiores em diversos cenários; e por fim, atingir a igualdade entre homens e mulheres.

Os valores desta iniciativa são análogos ao projeto original, visto que prezam pela harmonia do coletivo, seguem as diretrizes da ONU, e são adversas ao femismo, movimento que prega a superioridade das mulheres em relação aos homens.

Para alcançar os objetivos, o grupo realiza ações sociais, e dentre elas está o projeto “Bem-estar e autoestima”, que pretende transmitir para mulheres valores como o autocuidado e a auto aceitação. Vale lembrar que o “Meninas do Anglo” é um projeto apartidário e todas as mulheres são bem-vindas para participar, independentemente de classe social!

O que é o Mulheres do Brasil

Nascido do sonho de 40 mulheres de estimular a participação feminina na conquista de melhorias para o país, o grupo “Mulheres do Brasil”, presidido pela empresária Luiza Helena Trajano, é composto por integrantes de diferentes perfis, idades e segmentos da sociedade, como professoras, líderes de comunidades, advogadas, jornalistas, donas de casa, executivas, estudantes e empreendedoras.

A partir de uma rede suprapartidária feminina com mais de 25.500 participantes, essas mulheres vêm empreendendo para fomentar a adoção de políticas afirmativas e eliminar as desigualdades de gênero, raça e condição social, seguindo as diretrizes da ONU. Atualmente, o time atua em todo o país através de 18 comitês e 46 núcleos, todos com o intuito de engajar a sociedade civil na construção de um Brasil melhor para todos.

Confira abaixo a entrevista realizada com representantes do grupo Meninas do Anglo:

Qual a importância desse projeto para a comunidade?

- Esse projeto é relacionado a autoestima, cuidado e bem-estar. Eu acredito que nessa era que vivemos que relaciona muito mídia e internet, o padrão de beleza social construído é muito imposto. Portanto esse autocuidado que iremos oferecer é justamente para fornecer conforto em relação a esses holofotes de padrão que vem sobre a gente. Ele visa esse autoconhecimento seu, um autocuidado e autoaceitação.

O que vocês esperam alcançar com esse projeto?

- Nós tentamos alcançar começando por baixo, pela menor coisa possível e atingindo cada vez mais uma igualdade entre homem e mulher. Promovendo assim, autoestima e para quem não tem acesso a esses recursos que nos fazem saber da luta que temos.

Quais são os principais objetivos que vocês pretendem alcançar com a ação à escola Fundhas?

- Acredito que promover as mulheres e meninas, e mostrar uma nova realidade para elas, na qual a maquiagem deixa de ser uma necessidade e vira apenas uma possibilidade. Visamos também o cuidado e a atenção com a pessoa, além de compartilhar amor e carinho. Nós queremos mostrar que somos mais forte juntas, e se pudesse definir o grupo Meninas do Anglo e a ação do projeto: “Bem-estar e autoestima” em uma frase seria “a união faz a força”.

Quais seriam os próximos planos e ações? Vocês pretendem levar essas ações para outros lugares na cidade?

- O grupo Meninas do Anglo, futuramente, pretende com novos projetos fundir com as Meninas do Brasil, que é o grupo das Mulheres do Brasil em si. Nós já temos algumas ideias, como por exemplo, promover ciência entre as mulheres, empreendedorismo feminino e chamar atenção para pessoas marginalizados, dessa forma buscando igualdade entre todos, para sempre deixar claro que a existência de todos é importante, não apenas as pessoas de classe alta. E todas essas ações não são exclusivas para ajudá-las, é uma troca de experiências.

O que esse projeto tem proporcionado para vocês? Vocês acreditam que ele tem trazido uma nova visão em relação à vida de outras mulheres?

- Tem proporcionado uma interação entre meninas que nem se conheciam, mesmo estudando no mesmo ambiente, criando uma relação para promover o bem-estar para a sociedade, e crescermos juntas. Além de permitir um amadurecimento, pois somos nós que organizamos tudo, marketing, patrocínio e força de trabalho, isso é bem importante para o crescimento e a criação de laços. Nós esperamos construir isso com as meninas da Fundhas também, pois mostra que somos todas  iguais, independente de classe social, somos todas mulheres e temos os mesmos problemas de autoestima. É importante promover essa igualdade da gente se ver, além de reconhecer as diferenças e entender para não julgar umas às outras. O projeto serve também para uma quebra de estereótipo entre as pessoas, pois possibilita a nós entender a trajetória de cada uma.