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Mario Balotelli 

Estadão

Apresentado nesta terça-feira como novo técnico da Itália, Roberto Mancini declarou que planeja conversar com o atacante Mario Balotelli sobre um possível retorno à seleção, enquanto tenta reconstruir uma equipe que não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo pela primeira vez em seis décadas e recuperar o seu status como um dos maiores times nacionais do planeta.

Balotelli não joga pela Itália desde a Copa do Mundo de 2014, mas trabalhou com Mancini na Inter de Milão e no Manchester City. "Mario é um jogador italiano. Nós definitivamente vamos considerá-lo e provavelmente vamos chamá-lo", disse Mancini em sua apresentação. "Ele é um daqueles jogadores que queremos ver novamente com a forma que mostrou na Eurocopa (de 2012) com (o ex-técnico da Itália, Cesare) Prandelli."

Na Eurocopa de 2012, os gols de Balotelli ajudaram a Itália a chegar à final. Ele marcou 13 vezes em 33 aparições pela seleção e 27 na atual temporada na França pelo Nice.

Mancini assinou um contrato de dois anos com a opção de permanecer até a Copa do Mundo de 2022 no Catar. Ele ganhará 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 8,6 milhões) por ano, aceitando um enorme corte salarial em comparação com o que ele recebia no Zenit - na segunda-feira, ele fechou um acordo para deixar o time russo.

"Ele desistiu de oportunidades financeiras significativas", disse Roberto Fabbricini, o comissário extraordinário da Federação Italiana de Futebol. "Isto é testemunho de sua total determinação e desejo de assumir este trabalho."

O técnico apontou a conquista da Eurocopa de 2020 como seu principal primeiro objetivo. "Nós não ganhamos a Eurocopa há muitos anos (o único título da Itália foi em 1968) e ela, além da Liga das Nações, será o principal objetivo", disse.

Mancini vai substituir Gian Piero Ventura, que foi demitido em novembro, após a Itália cair na repescagem para a Copa do Mundo contra a Suécia. "Eu acho que é o momento certo para mim. É um momento difícil e há muito a fazer", disse o técnico, no centro de treinamento da seleção em Florença. "Eu quero trazer a Itália de volta para onde ela pertence, o topo do mundo e da Europa".

Na sua apresentação, Mancini mostrou que pode seguir os clamores para renovar a seleção. "É importante que os jogadores que chegam à seleção nacional o façam com coração, porque todo jovem jogador sonha em chegar a este esquadrão", disse. "Haverá espaço para todos que jogarem bem, mas também precisamos construir para os próximos anos, então a idade vai contar. Mas se os veteranos como (Daniele) De Rossi ainda são os melhores quando formos jogar grandes partidas, então eles serão chamados."

Experiente, Mancini comandou com êxito clubes como Fiorentina, Lazio, Inter, City e Galatasaray. O Zenit, porém, terminou o Campeonato Russo em um modesto quinto lugar. O treinador vai estrear à frente da Itália em amistoso contra a Arábia Saudita na Suíça em 28 de maio, jogo que será seguido por compromissos contra França e Holanda.