A Galeria Victor Hugo realizou, na última quarta-feira (10), leilão de arte virtual e presencial, que aconteceu no Colinas Shopping, em São José dos Campos. O leilão trouxe para a RMVale um ambiente encontrado apenas nos grandes centros. 

O galerista Victor Hugo Rosa esclarece que o leilão é uma grande oportunidade para os interessados em compra e em venda. "O leilão, de um modo geral, é uma oportunidade para quem compra, porque o valor é abaixo de mercado. É muito interessante também para quem vende porque, dependendo das circunstâncias, vender na galeria pode demorar muito tempo. Nós, da Victor Hugo, já chegamos a comercializar 300 obras em um leilão de um colecionador que tinha 1.000 obras para vender. É um mercado muito interessante, quando o colecionador, com o passar dos anos, prefere dispor das obras a deixar como herança, porque pode gerar conflito entre herdeiros que não tem conhecimento ou apreço pela arte", explicou. 

Outro elemento interessante, que vem sendo abordado pelo Grupo Meon de Comunicação, com matérias produzidas no portal e na  Metrópole Magazine, é a arte enquanto investimento. Não é incomum encontrar pessoas que não veem na arte um investimento de fácil liquidez, com possibilidades de retorno financeiro.

Victor Hugo esclarece que "em todo o mundo [Londres, Nova York, Miami] o mercado é muito aquecido.  Já vi obras sendo vendidas acima de US$ 100 milhões, então tem muitos compradores que são de fato investidores. Em São Paulo, essa é uma cultura que começou nos anos 50 e os leilões a partir nos anos 60, então é um mercado bem aquecido, com muitas casas de leilões, pessoas compram e vendem. Aqui na RMVale é uma coisa um pouco mais nova, então o mercado ainda não é tão aquecido. Obviamente quem comprar e investir desde já vai sair na frente e conseguir melhores oportunidades. É apenas uma questão de tempo", conclui ele referindo-se ao dinamismo econômico da região. 

Um exemplo de investimento, como informou o galerista, pode ser o trabalho de Eduardo Kobra,  avaliado há uma década em torno de R$ 2 mil. Hoje, o artista tem produções estimadas em R$ 150, R$ 200 mil. O mesmo acontece com Fábio Crânio, que na década mencionada teve seu trabalho avaliado em R$ 1.500, sendo vendido na atualidade em média por R$ 50 mil.

Eventos como esses são uma forma de democratizar a arte. Neste leilão, com 135 obras de  mestres como Di Cavalcanti, Burle Marx, Aldemir Martins, Yugo Mabe e novas apostas da street art brasileira, como Eduardo Kobra, Fábio Crânio, Sérgio Free e Ozzy e os artistas regionais, como Cristina Demétrio e Sonya Mello, o leilão trouxe charme para a noite joseense com leiloeiro, espumante e pessoas arrematando, pessoalmente ou pela internet.

Entre os presentes, destaca-se o gerente da Osten Land Rover Jaguar Vinnícius Sant´Ana que, acompanhado de Gabriela Schönhofen, ambos antes residentes na capital paulistana, curtiram a noite cultural.

Compras podem ser feitas pelo site da Galeria Victor Hugo.