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São José dos Campos

São José dos Campos,  a união entre a natureza e a tecnologia 

 

20140720_Anel Viário_São José dos Campos_(Adenir Britto/PMSJC)

São José dos Campos, o mais importante polo aeroespacial da América Latina, é uma cidade que une cultura, tradição e tecnologia.  A cidade oferece uma ampla rede de serviços e muitas opções de lazer e cultura aos seus moradores e visitantes, tanto em sua área urbana como na rural.

No núcleo urbano estão localizados institutos federais de pesquisa científica, empresas de tecnologia de ponta, prédios de arquitetura arrojada, universidades, faculdades e centros de formação de mão de obra qualificada. Por toda a cidade a parques e praças, com pistas de caminhada, academias para idosos e equipamentos de lazer para crianças. 

Os destaques são o Parque da Cidade Roberto Burle Marx, o Parque Vicentina Aranha, o Parque Santos Dumont e o Parque Alberto Simões.

Na área urbana, ainda é possíve visitar diversos museus, como o do Esporte, o de Arte Sacra e o MAB (Memorial Aeroespacial Brasileiro).  O calendário de eventos culturais e de lazer também é intenso ao longo de todo o ano. Vale destacar o Festidança e o Festivale (de teatro), ambos com projeção nacional.

Já na zona rural, que concentra quase 70% do território do município, boa parte em áreas de proteção ambiental, o destaque sem dúvida é o distrito de São Francisco Xavier.

Ao pé da Serra da Mantiqueira,  suas cachoeiras,  trilhas em meio à Mata Atlântica e o típico ambiente de 'cidade do interior' atraem turistas de várias regiões do estado, principalmente amantes da natureza e de esportes radicais. 

Por conta de suas características, São Xico, como é carinhosamente chamado por seus frequentadores,  recebe praticantes de cascading,  trekking, mountain bike e até parapente. O distrito possui uma ampla rede de hospedagem, com opções para todos os bolsos.  Mas em épocas de festividades e alta temporada é bom fazer a reserva com antecedência.

Com informações da Prefeitura de São José dos Campos

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Vídeo

Renato Pulice

 

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Pavilhão principal do Parque Vicentina Aranha, antigo sanatório

Arquivo/Flávio Pereira

As origens de São José dos Campos remontam ao final do século 16, quando se formou a Aldeia do Rio Comprido, uma fazenda jesuítica que usava a atividade pecuarista para evitar incursões de bandeirantes. Porém, em 10 de setembro de 1611, a lei que regulamentava os aldeamentos indígenas por parte dos religiosos fez com que os jesuítas fossem expulsos e os aldeãos espalhados.

Os jesuítas voltaram anos mais tarde, estabelecendo-se em uma planície a 15 quilômetros de distância, onde hoje está a Igreja Matriz de São José, no centro. Este núcleo, que deu origem à cidade.

Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, e todas as posses da ordem confiscadas por Portugal. Na mesma época, Luis Antonio de Souza Botelho Mourão, conhecido como Morgado de Mateus, assumiu o governo de São Paulo, com a incumbência de reerguer a capitania, mera coadjuvante num cenário em que Minas Gerais se destacava pela atividade mineradora. Uma das primeiras providências foi elevar à categoria de vila diversas aldeias, entre elas São José, com o objetivo de aumentar a arrecadação provincial.

Mesmo antes de se tornar freguesia, a aldeia foi transformada em vila em 27 de julho de 1767 com o nome de São José do Paraíba. Foram erguidos o pelourinho e a Câmara Municipal, símbolos que caracterizavam a nova condição. Entretanto, a emancipação política não trouxe grandes benefícios até meados do século 19, quando o município passou a exibir sinais de crescimento econômico, graças à expressiva produção de algodão, exportado para a indústria têxtil inglesa.


Fase sanatorial

Depois de ocupar posição periférica no período áureo do café no Vale do Paraíba, São José dos Campos ganhou destaque nacional na chamada fase sanatorial, quando inúmeros doentes procuravam o clima da cidade em busca de cura para a tuberculose.

Em 1924 foi inaugurado o Sanatório Vicentina Aranha, o maior do país. Somente em 1935, com os investimentos do governo de Getúlio Vargas e a transformação do município em estância climatérica e hidromineral, o município pôde investir em infraestrutura, principalmente na área de saneamento básico, que no futuro viria a ser um trunfo a mais para a atração de investimentos destinados ao desenvolvimento industrial.

Entre 1935 a 1958, a cidade foi administrada por prefeitos sanitaristas, nomeados pelo governo estadual. A autonomia para eleger o prefeito foi perdida em 1967, durante o regime militar, e reconquistada em 1978.

Industrialização

O processo de industrialização da de São José dos Campos tomou impulso a partir da instalação, em 1950, do então Centro Técnico Aeroespacial (CTA) - hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) - e inauguração da Via Dutra, em 1951. Nas décadas seguintes, com a consolidação da economia industrial, a cidade apresentou crescimento demográfico expressivo, que também acelerou o processo de urbanização.

Nos anos 90 e início do século 21, São José dos Campos passou por um importante incremento no setor terciário. A cidade é um centro regional de compras e serviços, com atendimento a aproximadamente 2 milhões de habitantes do Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais.

Fonte: Prefeitura de São José dos Campos

Raio-X

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Prefeito
Felício Ramuth (2017-2020)

População
População estimada [2017]: 703.219 pessoas  
População no último censo [2010]: 629.921 pessoas  

Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2015]: 4,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2015]: 229.885 pessoas  
População ocupada [2015]: 33,4 %  

Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]: 97,4 %
Ideb – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]: 6.6  
Ideb – Anos finais do ensino fundamental [2015]: 5.2  

Economia
PIB per capita [2015]: R$ 52.858,35
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]: 54 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]: 0.807  

Saúde
Mortalidade Infantil [2014]: 12,28 óbitos por mil nascidos vivos  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]: 94 estabelecimentos

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