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Conheça Lorena

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Lorena, a Cidade das Palmeiras Imperiais

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"O vento sul que aí está destoucando as roseiras de Campinas, sacode, 

neste momento, as palmeiras imperiais da minha melancólica Lorena” 



Euclides da Cunha (Carta a Coelho Neto – 10/9/1903)

Conhecida como a Cidade das Palmeiras Imperiais, Lorena deve o título aos barões do café. Além de construir grandes casarões na cidade, os produtores endinheirados investiram seus próprios recursos no paisagismo da cidade.

Para fugir do modelo colonial, eles plantaram dezenas de palmeiras em pontos estratégicos do município, como as praças da Imperatriz (atual Dr. Arnolfo Azevedo) e da Matriz (Praça Baronesa de Santa Eulália) e a rua Direita (rua Viscondessa de Castro Lima) mais conhecida como rua das Palmeiras.

Algumas poucas palmeiras imperiais antigas resistem ao tempo, outras foram plantadas esparsamente ao passar dos anos.

A cidade também preserva um rico conjunto arquitetônico, com destaque para construções assinadas pelo arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928), e festas religiosas tradicionais, que atraem visitantes de várias regiões. 

Entre os templos e prédios históricos da cidade, destacam-se o Santuário de São Benedito e a Catedral Nossa Senhora da Piedade, Igreja Matriz de Lorena.

O santuário, em estilo neogótico, foi construído pelo arquiteto Carlos Peyronton em 1873, inaugurada pela Princesa Isabel e Conde D'Eu. A Catedral Nossa Senhora da Piedade, Igreja Matriz de Lorena, foi erguida em 1705, marcando o início do povoamento da cidade.

O município integra o Circuito Religioso do Vale do Paraíba e é um dos seis municípios paulistas que fazem parte do Crer (Caminho Religioso da Estrada Real). 

Mas o patrimônio da cidade vai muito além dos templos católicos. Entre os prédios de valor histórico e cultural, destacam-se o Solar dos Azevedo (anterior a 1890), o Sobrado Conde Moreira Lima (1911) e a Escola Estadual Conde Moreira Lima (1911), todos tombados pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

Lorena também é conhecida pelo grande número de bicicletas em circulação as ruas. O veículo, tão em moda hoje em dia, há muitos anos é usado como meio transporte pelos moradores da cidade. 

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História


Lorena teve sua povoação iniciada no final do século XVII, após surgir como necessidade de apoio às expedições dos bandeirantes na travessia do rio Paraíba, onde  foi instalado o “porto de Guaypacaré”. Os viajantes seguiam rumo à Minas Gerais em busca de ouro.

A povoação surgiu junto ao porto em meados de 1695, com as roças de Bento Rodrigues Caldeira, João de Almeida e Pedro da Costa Colaço. Em 1709, estes roceiros construíram uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Piedade, por meio de doações.

Então, em 1718, Lorena passou de “terra de Bento Rodrigues Caldeira” à freguesia de Nossa Senhora da Piedade, mesmo que, para os índios, ela sempre tenha sido Guaypacaré. Guaypacaré é um nome tupi que significa braço ou seio da Lagoa Torta, em virtude de um braço do rio Paraíba, existente no local na época. 

Em 14 de novembro de 1788, Lorena deixou de ser freguesia e foi elevada à vila, pelo decreto do então Governador do Estado de São Paulo, Bernardo José Lorena, razão por que foi dada à vila o nome de Lorena. Nesta data também foi levantado o pelourinho e eleita a primeira Câmara de Vereadores. A vila foi elevada oficialmente à cidade de Lorena em 1856.  Em 1891, o distrito de Vila Vieira do Piquete, elevado à categoria de vila, desmembrado do município de Lorena.

Em 1842, como punição ao envolvimento nas revoltas liberais , Lorena, Silveiras, Areias, Queluz e Bananal foram incorporadas à Província do Rio de Janeiro, por meio de um decreto assinado em 18 de junho daquele ano. No ano seguinte, as cidades foram reintegradas à província de São Paulo.  

No apogeu da cultura cafeeira, Lorena viveu uma das fases mais prósperas de sua economia. Mesmo após a decadência do café, o município destacou-se com a policultura, onde a cana-de-açúcar e o arroz tiveram lugar de destaque.

Em 1884, foi inaugurado o Engenho Central de Lorena que mais tarde passou a pertencer à Societe de Sucreries Brésiliennes. 

Em 1925, houve uma nova tomada do progresso, com a chegada de famílias mineiras, transformando as velhas propriedades rurais em fazendas de criação.

Em 1937, foi criada a Diocese de Lorena, que abrange 11 municípios regionais. Durante a década de 50, com a implantação da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em 1951,  Lorena retomou o seu desenvolvimento econômico e social em função de sua localização, atraindo investimentos e promovendo a industrialização da cidade.

Fonte: IBGE e Prefeitura de Lorena

Raio x

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Solar Conde de Moreira Lima

Nome do fotógrafo


Prefeito
Fabio Marcondes (2017 a 2020)

População
População estimada [2017]: 87.980 pessoas
População no último censo [2010]: 82.537 pessoas

Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal  [2015]: 2,7 salários mínimos
Pessoal ocupado [2015]: 19.691 pessoas
População ocupada [2015]: 22,6 %

Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]: 97,2 %
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]: 5.5
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]: 4.4

Economia
PIB per capita [2015]: R$ 24.456,18
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]: 75,3 %
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]: 0.766

Saúde
Mortalidade Infantil [2014]: 11,62 óbitos por mil nascidos vivos
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]: 24 estabelecimentos

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Palacete Veneziano, de 1919

Divulgação/PML

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Jardins da Basílica de São Benedito

Divulgação/PML

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