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Jambeiro

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Apresentação

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Franco Figuerêdo

 

Historia

“Algumas vezes se ouve dizer que JAMBEIRO assim se chama pelo fato de aqui existirem muitos jambeiros (o que não corresponde à realidade), ou por causa da predileção de nossos moradores pela fruta dessa árvore”.
De nossa parte, achamos que a origem do nome de JAMBEIRO se deve a outra circunstância. Vamos aos documentos: Quando o antigo bairro do Capivari, do município de Caçapava, foi elevado à categoria de Freguesia (= Paróquia) pela Lei Provincial nº 52, de 10 de abril de 1872, assim foram definidas suas divisas : “… pelo lado de Paraibuna, pelo morro da Samambaia, antiga divisa de Caçapava, e pelo lado desta Villa, pelos altos do morro do Jambeiro, ficando pertencendo a nova Freguesia todas as vertentes do Capivari”.

Dessa forma, antes que Jambeiro fosse Jambeiro, o morro (entenda-se “serra”), na divisa com Caçapava, já era denominado oficialmente “morro do Jambeiro”.

Qual a razão dessa denominação? Muito provavelmente, porque ali nesse morro teria havido (ou ainda existia, na época) um jambeiro, a cuja sombra os viajantes e tropeiros daqueles tempos descansavam da caminhada, tendo chegado a servir de ponto de referência.

Quatro anos depois, em 30 de março de 1876, pela Lei Provincial nº 56, “A Freguesia de Capivari, município de Caçapava, fica elevada à categoria de Villa”, o que significou sua emancipação político-administrativa, tendo, porém, sido conservada a mesma denominação de Capivari.

Mais um ano se escoa e a 8 de maio de 1877, pela Lei Provincial nº 36, “A Villa de Nossa Senhora de Capivari de Caçapava passa a denominar-se Villa do Jambeiro”.

Em 10/08/1878 “com grande regozijo de seus habitantes e perante numeroso concurso de pessoas gradas” foram empossados os primeiros Vereadores do novo Município: Francisco Alves Moreira – presidente; Ladislao de Barros Nogueira, Vasco Pinto Rebello Pestana, Capitão Jesuíno Antonio Baptista, Luiz Bernardo de Almeida Gil, José Francisco de Moura e Joaquim Silvério dos Santos.

Pela Lei Municipal nº 7, de 15/07/1898, promulgada pelo presidente da Câmara Municipal, Major João do Amaral Gurgel, e publicada no “Diário Oficial” do Estado nº 24.244, de 27/07/1898, “Fica elevada à categoria de cidade esta Villa de Jambeiro, com a mesma denominação”.

O Prefeito fazia parte da Câmara Municipal e os vereadores escolhiam anualmente um de seus Pares para exercer a função de Prefeito, tendo tal situação perdurado até 1930.

A escolha do Prefeito em eleição direta pelo voto popular só aconteceu após a queda do regime ditatorial de Getúlio Dornelles Vargas, em 1947, para o quadriênio 1948/1951.

 

Localização

A sede municipal de Jambeiro localiza-se na latitude aproximada de 23º15’13” sul e na longitude 45º41’16″oeste, estando a uma altitude de 695 metros. Sua população estimada em 2009 era de 5.550 habitantes. A área do município é de densidade demográfica resultava em 30,20 hab/km².

Os municípios limítrofes são Caçapava e São José dos Campos a norte, Redenção da Serra a leste, Paraibuna a sul, Santa Branca a sudoeste e Jacareí a oeste.

A cidade é alcançada a partir da capital através da rodovias Ayrton Sena, Carvalho Pinto, Tamoios e finalmente a Rodovia João do Amaral Gurgel, num percurso de 172 km.

 

Economia

No início do século XX a região possuía grandes plantações de café. Com a queda do preço do café no final dos anos 20 do século XX, houve o êxodo de muitas famílias jambeirenses para outras regiões do Estado (fenômeno também ocorrido em todas as pequenas cidades do Vale), passando a economia a basear-se na pecuária leiteira, que emprega reduzida mão-de-obra. Em conseqüência, a população do município chegou a cair, na década de 60, para menos de 3.000 habitantes.

A atividade comercial, bastante intensa na época do café, ficou muito abalada na década de 30 do século XX em virtude da mudança de grande número de famílias para as cidades industrializadas da região e da Grande São Paulo.

No final dos anos 70 do século passado foi a vez da “invasão dos eucaliptos” : indústrias de papel (Papel Simão, depois, Votorantim) arrendaram grande parte das fazendas do município e, empregando mão-de-obra barata – aliciada principalmente em regiões distantes – iniciaram a plantação com o posterior corte de eucalipto, fato que se estendeu por muitos outros municípios valeparaibanos.

No final do século passado teve início a era industrial do Município, com a criação do Distrito Industrial e Comercial de Jambeiro no bairro Santa Bárbara, o que incrementou a atividade comercial no município.

 

Hidrografia

Parte do Município é banhada pela represa de Santa Branca, formada pelas águas dos rios Paraibuna e Paraitinga. A sede do Município é cortada pelo rio Capivari (afluente do rio Paraíba) que nasce no perímetro urbano, formado pela junção dos ribeirões Jambeiro e dos Francos, que passam pela cidade.

O rio Capivari, ainda no perímetro urbano, forma a conhecida Cascata, distante apenas 1 km do centro da cidade, em área de propriedade da Municipalidade.

O município também é banhado pelo rio Piraí (afluente do rio Capivari), pelo riacho da Serra (afluente do ribeirão Jambeiro) e pelos ribeirões Tapanhão e Taperão.

Fonte: jambeiro.sp.gov.br/

 

Jambeiro

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Raio X

Prefeito
Carlos Alberto de Souza (2017-2020)

População
População estimada [2018]: 6.485 pessoas População no último censo [2010]: 5.349 pessoas

Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]: 3,1 salários mínimos Pessoal ocupado [2016]: 2.722 pessoas População ocupada [2016]: 43,9 %

Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]: 97,7 % Ideb – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]: 5.4 Ideb – Anos finais do ensino fundamental [2015]: 4.9

Economia
PIB per capita [2015]: R$ 45.276,49 Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]: 77,2 % Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]: 0.756

Saúde
Mortalidade Infantil [2014]: 14,29 óbitos por mil nascidos vivos Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]: 1 estabelecimentos

Hino

Meu Jambeiro, meu torrão querido, és sempre o meu preferido. Aos teus filhos glória e louvor, tu és todo nosso orgulho e amor. Cunhas e Moraes, Ivo, Almeida Gil, Gurgel e Bernardes e outros Mil. Terra de Francos e Vieiras, de durões e mais estirpes altaneiras.

Meu Jambeiro adorado, um pouquinho do Brasil!
Meu Jambeiro abençoado, és pequeno, mas viril.

De teus jambos, belos, nacarados, tu tens o mesmo dulçor.
Os teus campos, rios e prados, são qual linda tela de real pintor.
Tu és meu fanal, és meu ideal.
O teu nome sempre há de brilhar e Deus do alto dos céus, para sempre há de te abençoar.

Aqui todos cantam tua história, quer sejam filhos ou não.
Todos fazem a tua glória, pois todos se orgulham de teu nobre chão!
Somos só irmãos, damos nossas mãos, a fazer de ti a terra amada.

Ninho de nossos amores.
Terra guardada pela Virgem Mãe das Dores.

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