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Cunha

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Cunha une natureza, arte, cultura, beleza e hospitalidade

O município de Cunha ocupa 1.410 km² de colinas e montanhas, aninhada entre as serras da Quebra-Cangalha, da Bocaina e do Mar. A cidade faz divisa com Ubatuba, São Luiz de Paraitinga, Lagoinha, Guaratinguetá, Lorena, Silveiras, Areias, São José de Barreiro no estado de São Paulo e Angra dos Reis e Paraty no estado do Rio de Janeiro. 


A altitude media é de 1.100 metros e os pontos mais altos são o Pico da Pedra da Macela (1.840 metros) e o Pico do Cume (1.630 metros). O clima é temperado e seco, com variações de temperatura de –3 a 15 ºC no inverno e de 15 a 25 ºC no verão.

Cunha possui paisagens lindas, bons restaurantes e excelentes opções de passeios em meio à natureza ou visitas às dezenas de ateliês de cerâmica existentes na cidade. As cerâmicas são verdadeiras obras de arte. Em muitos ateliês, é possível acompanhar o processo de produção da cerâmica e até mesmo a abertura de fornadas, basta conferir o calendário divulgado pelos ceramistas. 

Os restaurantes vão de self-service a preços populares a gastronomia requintada, com opções para todos os bolsos. O ideal é reservar pelo menos uma ou mais refeições para saborear os pratos feitos com ingredientes típicos da região, como truta, o shitake e o pinhão. 


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Por falar em pinhão, anualmente a cidade promove a Festa do Pinhão, em abril. Durante o evento, a semente é base para deliciosos pratos salgados e doces, servidos em barracas montadas o centro da cidade e diversos restaurantes.

O calendário de eventos de Cunha mantém a cidade movimentada durante o ano inteiro, como o Festival de Inverno “Acordes na Serra”, a Festa Gastronômica da Truta, o Festival de Cerâmica e o Carnaval, entre outros.

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Vídeo


Um olhar com Sabrina

 

História

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Os ateliês de cerâmica estão entre os passeios imperdíveis em Cunha

Divulgação

A Estância Climática de Cunha tem suas origens por volta do ano de 1695, quando os primeiros aventureiros que percorriam a chamada Trilha de Guaianases paravam, para descansar da subida da serra ou simplesmente para reabastecimento das provisões necessárias à retomada do percurso, com destino as Minas Gerais.  

Entre os primeiros viajantes que se fixaram na região compreendida entre o Taboão, Campo Alegre e Boa Vista, estava Luiz da Silva Porto, português abastado, que juntamente com outros pioneiros ergueu no bairro denominado Boa Vista, em 1724, um pequeno templo consagrado a Jesus, Maria e José.

O ano de 1730 marcou o início da construção de um povoado na região. Juntou-se aos primeiros colonizadores, um homem de nome Falcão, com sua família e o Frei Manuel, que na capelinha existente nos arredores do Ribeirão Lavapés entronizou a imagem de Nossa Senhora da Conceição.  A imagem três vezes alí colocada, outras tantas dalí desaparecida, era encontrada, sempre, no alto de um morro. Atribuindo esse fato a um milagre, o povo juntamente com o religioso, ergueu um templo, contando também com a ajuda de índios e escravos, no próprio local onde a imagem fora encontrada.

Na mesma época a família Falcão construiu uma capela dedicada a Sagrada Família, no bairro da Boa Vista, no lugar do pequeno templo construído por Luiz da Silva Porto, e por causa deste fato, durante um bom tempo, o povoado passou a ser conhecido como povoado do Falcão, e devido a uma corruptela lingüística popular, também ficou conhecido como povoado do Facão.

Em 1736, o povoado do Facão torna-se distrito de Guaratinguetá. Mais tarde, entre 1748-1749, foi o povoado elevado à categoria de freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Facão. A essa altura, a Capela de Jesus, Maria e José, na Boa Vista, deixou de ser a capela principal da região, porque a Freguesia passou a ser Sede Paroquial.

Em setembro de 1785, a freguesia foi elevada à categoria de Vila, passando a denominar-se Vila de Nossa Senhora da Conceição de Cunha, em sua homenagem, mais tarde, devido a este fato, ficou conhecida apenas como Cunha. 

No começo do século XIX com o início da produção cafeeira na região do Vale do Paraíba, começa um novo ciclo de desenvolvimento econômico para Cunha e o antigo caminho do ouro teve sua trilha ampliada e calçada para que as tropas pudessem escoar a produção do café para o porto de Parati.

Em 1858 veio a autonomia política com a então vila sendo elevada à categoria de cidade, tornando-se comarca no ano de 1883. Logo a seguir, no ano de 1888, veio a libertação dos escravos e conseqüentemente a decadência da produção cafeeira na região e um período de letargia econômica para a cidade.

Em 1932 , Cunha foi palco da Revolução Constitucionalista, quando um batalhão da marinha subiu a Serra do Mar com a intenção de chegar a São Paulo tentou passar pela cidade. Durante três meses houve intensos combates. Um lavrador chamado Paulo Virgínio, morto por não revelar o local e a posição das tropas paulistas. Considerado herói e mártir da revolução, um monumento em sua homenagem foi construído às margens da estrada que liga Cunha a Parati, que passou a ser chamada Rodovia Paulo Virgínio.

No ano de 1945, o município passou a ser classificada como Estância Climática. No ano de 1993, a cidade assumiu de vez sua identidade turística através de seu Conselho de Desenvolvimento, realizando neste ano a sua primeira temporada de inverno com calendário de eventos e roteiro de atrações turísticas.

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Raio-X

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Prefeito
Rolien Guarda Garcia (2017-2020)

População
População estimada [2017]: 21.929 pessoas
População no último censo [2010]:  21.866 pessoas

Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2015]: 2,1 salários mínimos
Pessoal ocupado [2015]: 2.489 pessoas
População ocupada [2015]: 11,3%

Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]: 98 %
DEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]: 5.6
DEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]: 4.3

Economia
PIB per capita [2015]: R$ 8.931,88 
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]: 91,2 %
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]: 0.684 

Saúde
Mortalidade Infantil [2014]: 13,22 óbitos por mil nascidos vivos
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]: 8 estabelecimentos

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Pico da Macela, em Cunha; do local é possível avistar parte do litoral fluminense, entre Parati e Angra

Nome do fotógrafo

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